Vera: un dels meus primers i veritables amors

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Els meus amors Vera
First and True Loves! Els bojos són aquells que els consideren inoblidables! ... Hi ha coses en la meva vida que no recordo viu.

En aquells moments en què, fins i tot vivint al carrer, he trobat maneres d’aconseguir fins ara

Sobretot des dels temps que vivia als carrers de São Paulo.

Bé, va ser un moment difícil i, segons un antic psiquiatre, és natural que es formin bloquejos en aquelles coses no vam poder gestionar-ho. Entretanto, vez por outra, um “gatilho” dispara alguma coisa e eu me ponho a lembrar de detalhes, reminiscências e até mesmo de eventos inteiros…
Vera, Vera, Vera ...
És Vera, saps quant costa aquest petó, no?
Assim, mesmo agora, enquanto escrevo sobre isso me veio à memória o porquê desta cicatriz na minha mão direita…. É, ninguém poderia imaginar a cena, os fatos em si, mas isso é coisa que não vou detalhar posto que me faria corar….

Vull executar un projecte de moviment lent:

Un llibre.

Un llibre de Sinado dolent!

Sí, els meus records, escrits a quatre mans amb el suport de Marcelle, que fa possible un somni!

El llibre.

E foi numa conversa por telefone com ela que este gatilho disparou e eu me lembrei de Vera De Vera e de muitas outras coisas. O fato é que depois de aproximadamente 4 anos nas ruas (12 > 16) eu atingira um elevado grau de sofisticação para um habitante das ruas.

Les vacants de Pensions, Persones, São Ratoeiras

Fazia alguns bicos no mercado municipal e descarregava alguns caminhões. Isso me dava uma compleição física avantajada para a idade. E me rendia alguns trocados; não era muito, não era o bastante para alugar um quarto de pensão. Daria para uma vaga.

Però les vacants per als jornalers són com trampes i prefereixo dormir al carrer amb la meva banda que prendre alguns riscos on els més petits estiguessin a despertar-se i esbrinar-los sense sabates ... em faria una dutxa a l'estació d'autobusos o pagar el bany en alguna masia; Algunes noies del programa em rentaven la roba a canvi, sempre, per alguna cosa i jo vivia relativament bé.

El tercer districte Vera, no teniu ni idea!

Primeiros e Verdadeiros Amores
Fins i tot hi ha un moment molt trist que es pot explicar en un altre text. Això de tenir relacions sexuals amb la dona d’altres persones, quan altres són investigadors de la policia, és un mal costum
Va tenir algunes baralles, Últimes nits als districtes (jo era l'hàbitat del tercer districte del carrer Aurora, sempre per investigar o vagabundear ... Una acció que una vegada va ser mecànica i mundana, un abús dels drets humans, avui impensable, només calia veure-la (i reconèixer) per ser analitzada , tenia alguns problemes de convivència i, per descomptat, no va escapar de la salvatgisme dels carrers.

Un toco, un univers per a la caça

Mas saia quase sempre ileso e, quando não saia, a Santa Casa era muito útil, apesar das perguntas. Foi neste tempo, dentro deste Fantástico Universo que eu consegui criar, gozando de ampla liberdade e de uma boa aparência que descobri uma discoteca chamada Toco. Lá na Vila Matilde onde era um desfilar-sem-fim de patricinhas e mauricinhos que podiam pagar para entrar.

Però molta gent es va quedar fora, casa plena, bitllet alt, gaudint de la nit allà mateix. Afavoreixo un camp de caça excel·lent.

E foi ali que conheci Vera, que é o escopo deste pedaço de minhas memórias. Vera era cinco anos mais velha que eu e, sinceramente, não sei como a conquistei. A bem da verdade ela teve de ter uma paciência infinita, até que eu entendesse que, sim, sim, sim, sim e sim, ela queria um beijo!

Sis-cents mil diables!

Só sei que ela me deu telefone, endereço da escola e seus horários. Em uma semana começamos um tórrido romance. Basicamente sexual. Pouca conversa, muita ação e, para que se diga quase tudo, nunca houve uma penetração de verdade, muito embora eu clamasse a todos os santos por isso.

Però va ser genial, deliciós estar amb Vera.

Només jo no tenia ni idea.

Não atribuía à Vera a importância que ela merecia. A verdade é que eu não o sabia, que eu pouco compreendia a respeito de sentimentos, e que uma triste instrução, uma infeliz ideia, que me deu a entender o que era o prazer de um orgasmo, mas que não me deu notícias de outros sentimentos Paixão, amor, desejo, volúpia, luxúria, nada me foi dito e, naturalmente, eu escolhendo o pior, pois o pior sempre é mais gostoso. É como o açúcar para pessoas com diabetes! E malhávamos. Naqueles tempos, o termo era “dar um malho”. E malhávamos bem por sinal… Eu ficava com ela desde a saída da terceira aula até a hora do último trem. Isso se repetiu por cerca de um mês.

Fins al dia fatídic va arribar:

De repente ela me perguntou: “Cláudio, quais são suas intenções comigo? ” Que poderia eu, com 16 anos, morador de rua, responder, como base no res no em van ensenyar! Però aleshores no ho sabia i ho deia, simplement:

"Sóc aquí, m'agrada."

Sabei jovens que estar aqui e gostar de você não são motivos fortes o bastante para cimentar uma relação. É preciso bem mais e no dia seguinte Vera se afastou de mim para nunca mais voltar. Ontem, Vaig somiar amb ella. Sonhei que ela estava vestida com uma de suas saias, linda, caminhando, partindo, para nunca mais voltar…. E no sonho eu constatava isso, que ela não mais voltaria, que eu não mais a veria, que eu não mais a beijaria, que eu não mais a tocaria, que eu jamais a possuiria…. E esta conscientização tardia, recém adquirida no sono, me trouxe, em lágrimas, para a vigília. Levantei-me, tomei um copo de vinho, brindei à Vera as três da madrugada e pedi silenciosamente que me perdoasse.

Perdoneu-me pel somni trencat.

Espero, Vera, de coração, que você tenha conseguido encontrar algo melhor e mais sábio que eu e que ele tenha te dado a resposta certa, que, a meu tempo, seria esta: “Vera, eu sou jovem, e você não sabe, mas eu moro na rua. Me viro como posso e mato um leão por dia para poder estar aqui com você. Você tem sido, para mim, alívio, porto e esteio e, de alguma forma, sinto que começo a te amar. Mas, Vera, compreenda, eu ainda não posso te prometer nada, pois nada tenho e tudo me falta; não me falte você também, suplico com humildade. Vera, pudera eu e faria vida contigo; namoraria, noivaria, casaria e formaria família com filhos, netos e bisnetos se nos fosse dado viver para tanto; mas, Vera, eu não posso te prometer nada.

Només puc preguntar.

Pedir que não vá, não agora, pois só tens me dado alegria e felicidade, muito embora eu ainda não compreenda bem estes conceitos… Assim, Vera, eu insisto em que não me abandones, por favor, e me permita lutar para tentar realizar tudo! Sim, sim! Tudo isso que eu disse que gostaria de fazer… Sim, Vera, sim, você pode, com sua simples presença, tornar este menino de rua em homem e este homem! E este homem, “em contrapartida, certamente a realizará como mulher”.

La vida, de vegades Vera, és una presó, un aquari! O un ofici, eh?

Se eu tivesse dito isso talvez ela fosse embora, talvez ela ficasse. Se ficasse, minha vida teria sido outra e eu não estaria aqui, agora, perto do Horto Florestal, escrevendo a esta hora da noite. Estaria em outro lugar, não portaria El VIH, no hauria conegut a Gabi, Cecilia (Cecilia, t'estimo per tota la vida, tal com us vaig dir al telèfon fa uns dies) e tants altres.
Però possiblement hauria estat feliç amb Vera. Fins i tot perquè jo estava feliç amb ella! Només, rialles rient, no ho sabia. Sí, vaig estar feliç amb ella! O no ...!
El futur-del-passat-a-Déu pertany i mai no sabrem com seria se não fosse. Se você me lê, Vera, e consegue reconhecer-se nesta história, saiba que eu guardei você em meu subconsciente por Any 24 i recordant-te la sensació és de pèrdua i de dol, como em quase tudo em minha vida. E, sinceramente, me perdoe.
Finestra immune, tornant, jo, al tema del bloc
Sabeu, sovint, això finestra immune i pors é mera culpa, e uma imensa vergonha! Eu acho que, é o agora, e bem agora, é que eu entendo as dores do velho, el vell, ara, riure, és jo! https://youtu.be/fy5pUeL_PDs
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